Aproveitamento da água da chuva - Como o sistema funciona.
Aproveitamento da água da chuva
Como o sistema
funciona.
Além dos benefícios para o meio ambiente e de gerar economia na conta de água, trata-se de sistema de simples implantação.
Abaixo desenho esquemático de fornecedor de equipamentos e acessórios para um sistema.
Se a edificação
já possui na estrutura das coberturas calhas, necessário apenas direcionar toda
a água para um reservatório para o devido armazenamento.
Além dos benefícios para o meio ambiente e de gerar economia na conta de água, trata-se de sistema de simples implantação.
Abaixo desenho esquemático de fornecedor de equipamentos e acessórios para um sistema.
A partir
do reservatório, a interligação pode ser feita para abastecer vasos sanitários
e torneiras usadas para fins não potáveis.
O sistema
simplificado consiste, no mínimo, nos seguintes componentes: Calhas, tubulação,
separador de folhas, separador de primeira água, tanque para armazenamento,
funcionando o sistema nesta sequência apresentada.
Calcula-se
o volume total de captação do sistema com base no consumo de sua residência ou
empreendimento.
Estima-se
que, em uma casa com cinco pessoas, utiliza-se em média, 5.000 litros de
água/mês para vasos sanitários, lavagem de calçadas e rega de jardim. Logo,
essa será a base para calcular o sistema, verificando-se a sazonalidade das
chuvas para que, em caso de escassez, o sistema possa ser alimentado também
pela água encanada da rua.
Fórmula
para calcular o tamanho do sistema é V=mm
x M² x 0,8 onde: V= volume coletado; mm = média pluviométrica da região;
M² = área disponível para captação.
O
aproveitamento de água de chuva do telhado para fins não potáveis é muito utilizado
na Europa, principalmente na Alemanha.
O
objetivo é sempre o uso não potável, como descarga em bacias sanitárias,
limpeza de pisos, rega de jardins e em torres de resfriamento.
Com
a escassez hídrica que a Região Sudeste do Brasil está passando, é bom lembrar
que existe uma norma da ABNT NBR 15527/07 para aproveitamento de água de chuva
de coberturas para fins não potáveis em áreas urbanas.
Registros
no mês de abril de 2017, no Espírito Santo, indicam que na faixa leste e em
grande parte do sul do estado são esperados entre 90 e 120 mm durante um mês de
abril típico.
Já
em algumas áreas das proximidades de Vargem Alta e Alfredo Chaves observam, em
média, 120 a 150 mm.
Nas
proximidades de Baixo Guandu e Colatina apresentam os menores acumulados do
estado no mês de abril: entre 46 e 60 mm.
As
demais áreas acumulam, em média, de 60 a 90 mm, sendo que a média no ES é de 82
mm.
Portanto,
chove mais na região montanhosa de Vargem Alta e adjacências do que na região centro-norte
do estado.
Importante
destacar que a captação de água de chuva deve ser apenas da cobertura das
edificações e nunca do piso que possui índices de poluição 12 vezes maior que
na cobertura, aproveitando-se, em média, 60 Litros/m2 de telhado.
Outra
forma de estimar o volume do reservatório é considerar que, em um telhado com 150 m2, podemos retirar mensalmente 150 x 60= 9.000 litros = 9 m3.
Com
mais de 3 dias sem chuva, resíduos como poeira, folhas, fezes de pombas e
outros animais começam a se acumular no telhado, motivo pelo qual deve-se jogar
fora a primeira água, ou seja, os primeiros 2 litros/m2 de telhado. Então, num
telhado com 150 m2 terá que ser jogado fora 150 x 2 = 300 litros e o resto da
água é aproveitado.
Vale
sempre lembrar que não se pode tomar banho com água de chuva captada em telhado
e nem jogá-la na piscina ou tanque para crianças tomar banhos, por conta dos parasitas
do tipo crytosporidium parvum e Giardia Lamblia, que só podem ser evitados
através da instalação de filtros lentos de lentos de areia que são diferentes
dos filtros de piscina que não conseguem reter tais parasitas.
Para
melhor aproveitamento e melhor utilização e instalação deste tipo de sistema,
convém consultar um técnico especializado.
Sobre
o Autor:
José
Antônio Silva Mendes: Consultor
em Conservação de Energia e Administração Condominial. Engenheiro
Mecânico e de Produção, Engenheiro Operacional. 15
anos de experiência em Operação de Shopping Center (manutenção geral, ar
condicionado, facilities). Curso de
Gerenciamento de Manutenção pela Associação Brasileira de Manutenção – ABRAMAN,
Curso de Administração de Shopping Center pela Associação Brasileira de
Shopping Center – ABRASCE, Curso de Aproveitamento de Água de Chuva pelo
Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, Curso de Perícia Ambiental – São
Paulo.

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